GEOMÂNCIA

 

 

GEOMANCIA O ORÁCULO DA TERRA A ORIGEM DO IFÁ

 

O sistema oracular de Ifá tem sua origem na Geomancia Árabe, que por sua vez seria originada do "I Ching", considerado por muitos estudiosos como sendo o "pai de todos os oráculos".

Tentamos, com isto, contribuir com o desenvolvimento dos estudos de tantos quantos apreciem, se dediquem ou pratiquem o sistema divinatório de Ifá, fornecendo-lhes, através de um conhecimento das Geomancias Árabe e Européia, embasamentos sólidos para uma melhor compreensão e desenvolvimento da Geomancia Africana - O Oráculo de Ifá.

Nos tópicos a serem publicados serão feitas as comparações dos signos, assim como as formas de consultas usadas em ambos os sistemas, de forma clara e numa linguagem compreensível a todos.

 

"Liberta-te, ó homem, de todos os tabus!

Não feches os olhos a luz alguma - não negue à inteligência verdade alguma.

Crê no passado - e crê ainda mais no futuro.

O que foi pode vir a ser - e com maior plenitude.

Conserva aberta para todos os quadrantes do universo - as portas da alma...

E será perene a juventude do teu espírito”.

Huberto Rohden - (De Alma para Alma)

 

 


O OCULTISMO E AS ARTES DIVINATÓRIAS

 

 

Antes de adentrarmos nosso tema sinto-me na obrigação de fazer uma rápida incursão ao tão controvertido assunto denominado "ocultismo".

O interesse do homem pelo ocultismo não é uma novidade imposta pelo modismo, como tantos outros costumes e manias atribuídos à liberdade de credo que vem sendo gradativamente conquistada.

Na verdade, este interesse remonta a mais remota antigüidade, aos primórdios da existência humana, à épocas em que o homem, fazendo uso de sua capacidade intelectual, começou a observar que alguns acontecimentos extraordinários eram regidos pela lei de causa e efeito.

Ocultistas eram os homens da idade da pedra que procuravam, de alguma forma ritualística, garantir o sucesso de suas expedições de caça. Aí o berço do ocultismo, praticado então de forma totalmente instintiva.

Mas o homem saiu das cavernas, dominou o fogo, construiu taperas, choupanas e casas, organizou-se em grupos familiares, e posteriormente, estes grupos foram aumentados, transformando-se em tribos em nações. Assim surgiram as primeiras civilizações e com elas o interesse pelo ocultismo tornou-se ainda mais aceso, alimentado pela necessidade cada vez maior de sobrevivência e segurança.

Com o surgimento das grandes civilizações da Antigüidade - e não faremos quaisquer referências à Lemúria e Atlântida - a prática do ocultismo solidificou-se, tomou corpo e diversas academias foram criadas para sua divulgação e manutenção.

Ocultista era a China de Confúcio, o Egito de Hermes o Três Vezes Grande, a Índia do Rig-Veda, a Pérsia de Zoroastro e, em todas estas escolas, algum tipo de prática adivinhatória era exercida.

Muito mais tarde, na Idade Média, a prática do Ocultismo era combatida, e seus adeptos eram queimados em praça pública para que a "verdadeira fé" fosse preservada, e garantido o poder da "Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana".

De nada adiantaram, no entanto, as fogueiras, as perseguições e o holocausto promovido em nome de um Deus de amor e bondade, cujos seguidores, por paradoxal que possa parecer, pouco sabiam de amor e nada conheciam de bondade.

O ocultismo sobreviveu às matanças e perseguições que lhe foram impostas através dos séculos e subsiste hoje, quando o homem moderno liberado dos preconceitos, busca soluções para seus problemas e, de alguma forma, tenta prever o que lhe reserva o porvir resguardando-se, desta forma, de acontecimentos nefastos ou preparando-se espiritual e psicologicamente para enfrentá-los, contando para isso, com os recursos que lhe são postos à disposição pelas diversas práticas divinatórias.

O ocultismo divide-se em várias ramificações denominadas genericamente "ciências ocultas" e dentre elas, a arte de adivinhar, de preconizar o futuro e, conhecendo o passado, obter soluções para os problemas que nos afligem ou que ameaçam a nossa paz e tranqüilidade, é a que mais tem despertado o interesse de nossos semelhantes.

As Ciências Ocultas dividem-se, segundo A. Leterre (Jesus e Sua Doutrina), em quatro hierarquias, representadas pelas quatro letras do nome de Deus: IEVE, isto é, I. – E - Vau. - E, ou seja, Jehovah, constituído pelo "X" algébrico que oculta a verdade.

Segundo profundos estudos de J.B.F. Obry (Jehovah et Agni - 1870), o termo IEVE (Jehovah) proclamado por Moisés, parece ser um derivado do Yahvah do sânscrito, tendo íntima relação com o deus do fogo indiano, Agni, visto que, para Moisés, Jehovah era um "Fogo Devorador" que residia na Arca, segundo se lê na Bíblia... 

...De fato, IEVE (Jehovah) residia na Arca que ele mandara Moisés construir conforme as indicações que se encontram em Êxodo XXV-10 em diante.

As artes divinatórias ou adivinhatórias praticadas pelo homem na sua ânsia de conhecer o porvir variaram, durante milênios, de acordo com a cultura, a filosofia, a religião e os costumes de cada povo, desta forma, vários sistemas divinatórios foram criados e utilizados com menor ou maior grau de aproveitamento.

Os gregos denominaram esta ciência de Mantike, o que deu origem aos termos atualmente usados: mancias ou artes mânticas.

Diferenciavam ainda a mantike entekhnos da mantike atekhnos, sendo que o primeiro termo referia-se à adivinhação por utilização de signos exteriores ou meios mecânicos e o segundo, à adivinhação pelo dom de profetizar de forma natural e espontânea, o que era considerado um privilégio de origem divina.

Por sua vez, os romanos classificaram estes dois tipos de adivinhação como "Divinatio Artificiosa" e "Divinatio Naturalis".

Modernamente, Le Scouézec divide as artes ou ciências mânticas em diversas classificações que vão desde a profecia, até a superstição mecanicista.

 

Classificação das ciências mânticas:

 

1 - A profecia (adivinhação intuitiva).

2 - A Vidência Alucinatória (produzida por um estado de alucinação ou hipnótico que podem ser obtidos por):

      a - Transe por ingestão ou aspiração de produto alucinógeno;

      b - Estados catalépticos, hipnóticos ou agônicos (antropomancia);

      c - Adivinhação pela vidência (hidromancia, cristalomancia, etc.).

 

3 - Adivinhação matemática. Realiza-se a partir de abstrações muitíssimo elaboradas que permitem exercer a intuição mântica com total liberdade:

     a - Astrologia e suas derivações;

      b - Geomancia e suas variações;

      c - Aritmomancia: a Cabala;

      d - Aquileomancia:  o "I-Ching".

 

4 - A mântica de observação:

     a - Estados, comportamento e atos instintivos dos seres animados, sejam homens (paleomancia), animais (zoomancia), ou plantas (botanomancia).

      b - Estados e comportamentos dos seres inanimados (aruspiciência, radiestesia).

 

5 - Sistemas abacomânticos -

São aqueles em que se manejam tábuas ou oráculos, produzidos pela degeneração das grandes disciplinas mânticas: As "chaves dos sonhos", livros de horóscopos, interpretação mecânica dos naipes, etc., sistemas estes, em que a intuição e a imaginação não desempenham nenhum papel.

Como os leitores podem observar, são muitas as artes mânticas, a maioria delas desconhecidas de todos e algumas muito populares.

Nosso estudo ocupa-se somente da Geomancia, passando rapidamente pelo Oráculo Geomântico de Ifá e concentrando-se na Geomancia Européia e na Geomancia Árabe.

 

  

A GEOMANCIA AFRICANA OU ORÁCULO DE IFÁ

 

 

Oriunda, tanto quanto a Geomancia Européia, da Geomancia Árabe, a prática adivinhatória exercida pelas civilizações negras do este de África, utiliza-se dos mesmos símbolos, conforme se pode observar no quadro apresentado mais adiante.

Esta prática diferencia-se fundamentalmente, pela adaptação sofrida, assim como pela excessiva rigidez com que é praticada por seus adeptos, denominados "babalaôs", que se intitulam donos do saber oracular, reservando para si, com absoluta exclusividade, o direito de consultar o Oráculo, procedimento este que revestem de excessiva ritualística, composta de invocações às divindades, aos espíritos ancestrais e principalmente ao deus do Oráculo – Ifá-Orunmilá.

Para os seguidores do culto a Orunmilá, (necessário esclarecer que este Oráculo possui conotação absolutamente religiosa sendo, portanto, indispensável em qualquer procedimento da liturgia do culto aos Orixás e Eguns).

O acesso ao Oráculo é direito exclusivo dos homens, sendo proibido tanto às mulheres quanto aos homossexuais.

A possibilidade de acesso implica numa iniciação de caráter religioso onde é exigido o sacrifício de animais, oferendas de alimentos e de diversos objetos, além da consagração de inúmeros outros, que irão compor uma coleção composta de pedras (okutá), tabuleiros de madeira (oponifá), rabos de vaca ou de cavalo (erukeré \ eruexim), ossos de animais sacrificados (egun), conchas (cawrís), bastões de madeira (irofá), ou marfim (iroke), pós mágicos (iyerosun), colares ou rosários compostos de sementes especiais, de pedaços de casca de coco, de marfim ou de madeira (okpele Ifá), cabaças de diversos formatos e tamanhos (igbá), bastões metálicos (ôsun - opa erere), bolsas de tecidos (apo-ifá), caixas de madeira entalhadas, esteiras e peneiras de palha, fios de contas (ileké), pulseiras (idé), penas de animais sagrados (egan), pós obtidos da trituração de sementes, de pedaços de madeiras especiais, de plantas ritualísticas e medicinais, de ossos de determinados animais, etc. etc. etc.

A complexidade implica na limitação do número de sacerdotes legítimos, o que proporciona a possibilidade de manipulação por parte dos poucos iniciados e o conseqüente surgimento de um número assustador de charlatães que, aproveitando-se da necessidade dos incautos, retiram deles, impiedosamente, tudo o que podem.

As figuras geomânticas recebem nomes em língua yorubá e acoplando-se se elevam ao quadrado. Desta forma, das dezesseis existentes, surgem novas duzentas e quarenta figuras, totalizando duzentas e cinqüenta e seis possibilidades de respostas que dependem única e exclusivamente da interpretação do adivinho, uma vez que estas respostas variam de forma infinita, sem uma regra que possa assegurar a otimização interpretativa desejada.

As consultas determinam sempre o oferecimento de sacrifícios (ebó), na maioria dos casos de animais como bodes, galinhas, carneiros, preás, etc., de objetos das mais diferentes naturezas, além de importâncias em dinheiro, sendo que estas últimas revertem sempre em favor do oficiante.

 

 

GEOMANCIA ÁRABE

Prática de adivinhação milenar, a Geomancia Árabe teria sua origem num oráculo chinês denominado “I - Ching - O Livro das Mutações”.

Aos olhos dos chineses, na antigüidade, o I-Ching seria o princípio revelador de toda a sabedoria, o fundamento de todas as ciências e a base de todas as doutrinas, podendo-se nele encontrar todo o tipo de conhecimento humano, seja psicológico, moral, político ou natural.

Para atestar a ancianitude deste sistema oracular, encontramos num dicionário do período Han (dinastia que governou a China por mais de quatrocentos anos): "No tempo da Dinastia Yao, já se conhecia o I-Ching". (Esta dinastia é considerada, assim como seu fundador, legendária, e o início de seu período de domínio está cronologicamente situado entre 2350 e 2360 AC).

É de Confúcio, sábio chinês, a seguinte afirmativa: "Se mais alguns anos de vida me forem concedidos, eu os dedicarei ao estudo do I - Ching e poderei assim, livrar-me de grandes perigos".

Observemos a semelhança existente entre as dezesseis figuras geomânticas do I-Ching e as dezesseis das Geomancias Árabe e Européia.

 

AS DEZESSEIS FIGURAS GEOMÂNTICAS DO I-CHING:

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(Obs.: No Oráculo I-Ching, as dezesseis figuras geomânticas desdobram-se em sessenta e quatro figuras denominadas hexagramas).

 

O BARAKÁ, A INICIAÇÃO GEOMÂNTICA

Temos conhecimento de uma escola iniciática que inclui além da geomancia, a confecção de talismãs, de espelhos mágicos, de medicinas, etc., sendo que esta iniciação é revestida de uma ritualística islâmica que só pode ser transmitida a um muçulmano de nascimento.

No entanto, a iniciação de um adivinho geomanta não precisa necessariamente, ser revestida de uma cerimônia religiosa como a efetuada pelos islamitas e muito menos como a adotada pelos negros africanos.

A iniciação resume-se na transmissão do "Baraká", força ou poder de contatar os Gênios que presidem o oráculo. Esta transmissão pode ser feita até mesmo sem a intenção do detentor do poder, por simples contato, ou intencionalmente, sendo que os Djenun (Anjos ou Gênios que presidem o Oráculo Geomântico, representados por quatro cavalos brancos, portadores do Baraká - benção, santidade, sacralização), serão sempre os artífices da transmissão.

Os Djenun são: Azrael, Gabriel, Michael e Ezraphiel.

 

OS OBJETOS GEOMÂNTICOS

A prática da Geomancia exige alguns objetos característicos, indispensavelmente consagrados e reservados para este fim exclusivo. São objetos comuns e de fácil obtenção, como veremos a seguir:

Uma tábua de madeira que não tenha sido usada em nenhuma outra utilidade.

Uma toalha de tecido verde.

Um recipiente de cobre onde será guardada a areia.

Uma bandeja de madeira dura, pesada e escura, medindo cerca de 30 cm. de lado e com 30 mm de espessura. Este tabuleiro é chamado "Amadel" e sobre ele será depositada a folha de papel onde serão "lançados os pontos".

Nele serão Pintados os símbolos mágicos do "Badouh", em cor prateada. Depois de cada consulta este tabuleiro deve ser embrulhado numa toalha exclusiva para este fim.

Dois ou quatro castiçais de qualquer metal, havendo preferência pelo cobre, para as consultas noturnas, com velas verdes ou vermelhas.

Um porta-lápis de madeira e uma quantidade de lápis, também de madeira, sem nenhum tipo de pintura em seu corpo. A tinta que reveste os lápis usados nesta função deve ser cuidadosamente retirada, deixando aparecer a madeira nua.

Diversas folhas de papel branco, liso e sem uso.

Um pequeno recipiente (incensador) de terracota para defumações.

Um frasco contendo o defumador geomântico, composto de incenso puro, mirra, estoraque e gálbano (misturados em partes iguais).

Um par de chinelos de couro que não devem ser usados fora da sala de consultas.

Um robe de tecido natural, para ser usado exclusivamente no decorrer das consultas.

Uma boa quantidade de areia fina e clara.

(Cada um destes objetos deverá ser submetido à sacralização, descrita mais adiante em capítulo especial).

É indispensável que o geomanta tenha sempre ao alcance de suas mãos, seu manual geomântico, para dirimir quaisquer dúvidas surgidas no decorrer de uma consulta. Ninguém é obrigado a saber de cor todas as mensagens e interpretações decorrentes de uma consulta.

Por ser elemento indispensável às consultas, o manual deve também ser sacralizado não podendo, a partir de então, ser manuseado por outras pessoas.

 

AS CONJURAÇÕES GEOMÂNTICAS

É muito importante que, antes de relacionar as práticas rituais geomânticas, alertemos o leitor de que estas práticas importam num contato direto com forças e energias superiores e imponderáveis, o que deve ser feito com muito respeito e precaução.

Desaconselhamos ao leitor racionalista e ateu o uso do oráculo por representar, nestes casos, uma espécie de desrespeito cujos resultados são imprevisíveis.

Uma série de invocações preliminares são necessárias todas às vezes em que se vai consultar o Oráculo. Invocações são dirigidas aos Arcanjos Celestiais, aos Gênios que governam a Terra, aos que presidem os quatro elementos e, acima de tudo, a Deus Todo Poderoso para que permitam o acontecimento e assegurem o sucesso do mesmo.

São os seguintes os Seres Espirituais de diversas categorias, invocados nas conjurações geomânticas:

 

SERES ESPIRITUAIS DE DIVERSAS CATEGORIAS, INVOCADOS NAS CONJURAÇÕES GEOMÂNTICAS

1 - ESPÍRITOS REGENTES DOS QUATRO ELEMENTOS.

Chebtat   - Governa o Fogo e o Este.

Adoul   - Governa o Ar e o Norte.

Chamoul   - Governa o Oeste e o Elemento Terra.

Bertaouch - Governa o Elemento Água e o Sul.

 

2 - OS GÊNIOS QUE REGEM AS OITO REGIÕES DESCONHECIDAS

Moubrech - O Extraordinário.

Chentout - O Frívolo.

Chechai   - O Espiritual.

Chouf - O Que Enxerga.

Mechbal - O Estupendo.

Kechr'oul - O Que Se Aborrece.

Kebel - O Que é Limpo.

Kerdjous - O Fecundo.

 

3 - AS DEZESSEIS POTÊNCIAS QUE GOVERNAM OS SIGNOS DA GEOMANCIA

 1 - Yak - O que tem razão, o que indica. (Corresponde a Via).

 2 - Maach - Ninguém, o que não deve ser nomeado. (Corresponde a Cauda Draconis).

 3 - Bekrach - O Enérgico, que não recua jamais. (Corresponde a Puer).

 4 - Hourcual - O que produz, que realiza. (Corresponde a Fortuna Minor).

 5 - Choucha - O que é frívolo, inconstante. (Corresponde a Puella).

 6 - Deberdcha - O que não tem nexo, o bizarro. (Corresponde a Amitio).

 7 - Anezer - O que dá proteção e assistência. (Corresponde a Carcer).

 8 - Halouk - O que engana, que seduz. (Corresponde a Laetitia).

 9  - Inemouk - O que dá nome às pessoas. (Corresponde a Caput Draconis).

 10 - Chemoul - O que reúne que congrega. (Corresponde a Conjunctio).

 11 - Hidouka - O que desfruta, que segura com as mãos. (Corresponde a Acquisitio).

 12 - Cherchehoheha - O que desperta o desejo intenso. (Corresponde a Rubeus).

 13 - Anoukh - O que reconforta. (Corresponde a Fortuna Major).

 14 - Chas - O que acalma e traz repouso. (Corresponde a Albus).

 15 - Cherahia - O que é discreto e afável. (Corresponde a Tristitia).

 16 - T'rich - O que planeja, que idealiza. (Corresponde a Populus).

 

4 - OS OITO ARCANJOS CELESTIAIS

Rouquiel - Arcanjo do Sol - Rege os domingos.

Gabriel - Arcanjo da Lua - Rege as segundas-feiras.

Semsemiel - Arcanjo de Marte - Rege as terças-feiras.

Michael - Arcanjo de Mercúrio - Rege as quartas-feiras.

Oriphiel - Arcanjo de Júpiter - Rege as quintas-feiras.

Anael - Arcanjo de Vênus - Rege as sextas-feiras.

Kisphiael - Arcanjo de Saturno - Rege os sábados.

Ezraphiel - Arcanjo das Estrelas fixas.

Segundo a crença muçulmana, depois de haver criado o mundo dos anjos, Alah criou uma classe de inteligências de hierarquia inferior, a que se convencionou chamar "Gênios" (em árabe "Djinn's). Assim como os Anjos, os Gênios não pertencem ao mundo humano, sendo criaturas de hierarquia espiritual superior ao homem.

Cada uma destas categorias de criaturas de Deus teria sido criada a partir de determinados Elementos e, desta forma, os Anjos foram criados de Fogo puro, os Gênios de Fogo e Água e os homens de Água e Terra.

Os nomes das entidades acima descritos não têm, na realidade, nenhuma utilidade durante a consulta ao Oráculo, mas julgamos necessário seu conhecimento por parte de nossos estimados leitores, esclarecendo ainda que, estes nomes são de muita utilidade na prática das magias talismânica e terapêutica.

 

A SACRALIZAÇÃO DOS OBJETOS GEOMÂNTICOS

A sacralização dos objetos oraculares é revestida de muita simplicidade, podendo ser criada pelo próprio geomanta, o que lhe confere uma característica individual e secreta.

Tentaremos, todavia, passar através de exemplos, alguma noção sobre o tema de acordo com o contido em "La Géomancie Arabe" de Robert Ambelain, pgs. 190 e seguintes.

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AS MENSAGENS DAS FIGURAS GEOMÂNTICAS DE ACORDO COM O POSICIONAMENTO NO MAPA

 

1º SIGNO: VIA

I

I

I

I

1º na ordem de chegada do Oráculo de Ifá.

Nome árabe: ............................ El Tharik (O Caminho).

Nome latino: ...........................Via (Caminho).

Nome yorubá: ............. Ogbe (Primeiro na ordem de chegada do Oráculo de Ifá).

Representação esotérica: ............... Um círculo branco representando o início de tudo.

Natureza elemental: .................... Fogo sobre Fogo. Pertence à natureza do Fogo Sutil sujeito a um súbito desgaste.

 

Análise da natureza elemental:     *  O Fogo que chispa;

                                                          *  O Vento

                                                          *  A Água que corre;

     * A Marca no Solo.

 

Ponto Cardeal: ......................... Leste.

Aspectos particulares: ..... Masculino, diurno, entrante, quente, seco, estéril.

Temperamento: .......................... Bilioso.

Correspondência planetária: ............ Marte.

Correspondência zodiacal: .............. Áries.

Caráter: ............................... Impulsivo, espontâneo, direto, indisciplinado, irritadiço, caprichoso, impressionável, sensual.

Funções: ............................... Reflexão, transmissão, atenuação, curiosidade, busca, pesquisa.

Faculdades:............................Versatilidade, indiferença, instabilidade, inconsciência, imaginação desenfreada, inconsistência.

Comportamento: ......................... Comum, popular, zombeteiro.

Órgãos em que atua: .................... Sistemas linfático e digestivo; coluna vertebral; estômago; intestinos; olho esquerdo; vasos sangüíneos.

Doenças: ............................... Anemia, males do estômago, da região mamária, do ventre, da garganta, bexiga e cabeça (loucura ocasionada por imaginação excessiva).

Odores favoráveis: ................ Insípidos, fracos, aquosos.

Essências: ............................. Lírio, cânfora, amapola.

Sabores: ............................... Doces, neutros, insossos.

Plantas: ............................... Íris, chrinostato, pepino, nenúfar, girassol, cactos, cróton, anacárdio, malva e todos os tipos de trepadeiras.

Minerais: .............................. Prata, selenita, água-marinha, berilo, opala, diamante, cristal de rocha, nácar, pérola e todas as gemas transparentes, de cores claras, quase brancas.

Animais: ............................... Errantes, migrantes, de sangue frio, anfíbios de aspecto estranho. Peixes, rãs, sapos, caranguejos, centopéias e as aves marinhas.

Família: ............................... Irmãos e irmãs, primos e primas.

Sociedade: .............................Viagens, férias, excursões, cerimônias familiares que impliquem em cortejo como: casamentos, enterros, viagens de núpcias e batizados. Fala das viúvas, das pessoas jovens, mulheres (amigas ou inimigas), tudo o que progride